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Clássicos da Sessão da Tarde - parte I

Bons tempos aqueles quando saíamos mais cedo da escola e dava tempo de assistir um dos clássicos da “Sessão da Tarde”. Nada de bichos falantes, chimpanzés esportistas ou gêmeas Olsen. Quem não se lembra do assustador Slot, d’ “Os Goonies”? Ou o Sr. Myiagi podando bonsais e ensinando o jovem Daniel San a lutar, em Karatê Kid? E o ensandecido Ferris Bueller, em “Curtindo a Vida Adoidado?”

Pra começar a série, trago um filme que fez muito nerd vibrar. Aqui no Brasil ficou conhecido como “Te Pego Lá Fora”. Vale a pena relembrar a célebre cena em que o franzino Jerry Mitchell derrota numa briga o brutamontes Buddy Revell. Que vontade de ter um soco inglês desses...




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Paratodos

Por aqueles tempos Tom Jobim andava triste, distante da música, quiçá desiludido com as coisas do Brasil e certamente abalado pela doença que consumia suas forças. Chico Buarque então lhe mandou uma gravação e pediu que o amigo a escutasse, ainda que a contragosto. Tom emocionou-se com os versos da canção Paratodos , na qual Chico Buarque declara toda a importância do amigo na sua formação musical. Uma justa homenagem ao maestro Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim.

Bud Spencer & Terence Hill

Se havia algo capaz de me deixar extremamente feliz nos meus anos de infância e adolescência, certamente era quando os reclames do plim-plim anunciavam algum filme da dupla Bud Spencer e Terence Hill na Sessão da Tarde. Era diversão garantida, principalmente pelas atuações formidáveis de Spencer, com seu jeito mal humorado e seus socos potentes, que não raro levavam a nocaute vários adversários de uma só vez. Somente há pouco tempo (Deus salve a Wikipédia) descobri que os dois atores são italianos. Bud Spencer na verdade se chama Carlo Vicente Pedersoli, (Nápoles, 31 de outubro de 1929), e para minha grata surpresa foi um grande nadador, tendo participados das Olimpíadas de 1952, 1956 e 1960. Já Terence Hill, o galã da dupla, atende pelo nome de Mario José Girotti, e nasceu em Veneza no dia 29 de março de 1939. Não sei relacionar o nome dos filmes, porque o que importava para mim era a pancadaria rolando solta. Vale a pena rir um pouco com esses caras. Dois tiras fora de ordem - cen...

A poesia de Paulo César Pinheiro

Há muito tempo admiro o trabalho do carioca Paulo César Pinheiro como letrista e compositor. O início do sucesso de P.C. Pinheiro deu-se a partir da parceria estabelecida com o violonista Baden Powell em 1965, que ganhou vida na voz da inesquecível Elis Regina. A partir daí, vários nomes perfilaram-se ao seu: Tom Jobim, Edu Lobo, Toquinho, Dori Caymmi, Ivan Lins, João Nogueira e muitos outros. Com João Nogueira, de quem foi um grande amigo, Pinheiro compôs inúmeros sambas que foram imortalizados pela mineira Clara Nunes, com quem ele foi casado. Aos poucos estou conhecendo o trabalho de P.C. Pinheiro na seara da poesia. Espero adquirir em breve algum livro seu. A julgar pela sua qualidade como compositor, Paulo César Pinheiro já pode ser considerado um dos grandes nomes da poesia brasileira contemporânea. VIDÊNCIA Eu vi uma velha, um velho e vi um menino. E sobre as mãos e o colo da anciã Eu vi a renda, a agulha, o bilro e a lã Com que tecia as malhas do Destino. Eu vi uma ve...